quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Exposições

500 anos de arte russa é tema de exposição em SP


A mostra 500 anos de Arte Russa foi inaugurada dia 11 de junho, na Oca do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, com 350 obras no acervo do Museu Russo de São Petersburgo.
A exposição trouxe ao Brasil não só objetos cotidianos, mas valiosas peças de arte sacra produzidas a partir do século XV, além de obras de artistas fundamentais para o desenvolvimento da arte russa a partir do fim do século XIX. O público pôde conferir um panorama que foi além dos trabalhos mais conhecidos dos artistas da vanguarda, como Wassilly Kandinsky, Marc Chagall e Kasimir Malevitch. Além dos grandes nomes, também houve espaço para o trabalho de outros importantes autores, filiados à vanguarda, ao movimento simbolista e ao realismo-socialismo, como Vladimir Taltlin, Lief Bakst, Mikhail Larionov e Pavel Filonov.


Fonte: http://noticias.terra.com.br/especial/retrospectiva2002/interna/0,6512,OI71248-EI1064,00.html

e s c r e v o
e s c r e v o
e s c r e v o
e s c r e v o
e s c r e v o
e s c r e v o
e s c r e v o
e s c r e v o
e s c r e v o
e s c r e v o
e s c r e v o
e s c r e v o
e s c r a v o


Escrito por Victor Az

Fonte: http://concretismo.zip.net/

A missão

Marçal Aquino
Da penumbra, oculto por um pilar, ele observou o homem atravessar o pátio. Um grandalhão com cara de sádico, armado com um cassetete. Poderia atacá-lo de surpresa, ele considerou, enquanto o homem se detinha e espiava ao redor, atento. Mas estava sem sua pistola e resolveu não correr riscos desnecessários. Preferiu esperar que o vigia terminasse a ronda.
Assim que se desfez no ar o som que o homem produziu, ao fechar atrás de si uma pesada porta de ferro, ele se moveu. Cruzou o pátio, aumentando a velocidade e a largura dos passos ao passar pela zona iluminada. De novo na penumbra, manteve-se imóvel por um tempo, recuperando o controle da respiração, o coração batendo acelerado. Ele conhecia bem o inimigo, sabia o que o aguardava se fosse apanhado. Mas isso não aconteceria. E o medo não iria impedi-lo de cumprir sua missão.
Um cachorro latiu em algum lugar ali perto. Ele aguçou os ouvidos, prendeu a respiração. E esperou. Nada aconteceu. O pátio continuou deserto e silencioso, azulado pela luz da lua.
A arma fazia falta, ele pensou. Com ela na mão, estaria mais confiante. Mas profissionais como ele eram preparados para lidar com situações adversas. Então deixou a penumbra e começou a galgar a calha, apoiando-se nas emendas. Cada movimento desprendia um ruído preocupante da estrutura de metal. Se a calha cedesse ao seu peso, ele olhou para baixo, seria uma queda e tanto. Foi nesse momento que escutou o barulho da chave na porta de ferro. E, com um arranque que fez ranger a calha inteira, alcançou a mureta e passou ao segundo piso.
Ali, permaneceu agachado, de olho no pátio. O som da calha ainda retinia em seu ouvido quando o grandalhão surgiu na área iluminada. Por um segundo, teve a impressão de que o homem olhou em sua direção e isso ó deixou tenso, com os músculos retesados. Mas o vigia parecia despreocupado: assobiava e batia o cassetete na palma da mão enquanto fazia o trajeto até o lado oposto do pátio.
Ele se levantou e passou a um corredor comprido, fracamente iluminado. Andava com cautela, pisando em silêncio, como um gato — fora treinado para isso. Até que, no final do corredor, uma porta trancada o deteve. Poderia arrombá-la com o ombro, mas na certa seria denunciado pelo barulho. Por isso, abaixou-se e forçou a maçaneta várias vezes, sem nenhum resultado prático. Então o som de passos às suas costas fez com que se erguesse como uma mola. Os dois homens se aproximavam devagar, obstruindo o corredor com seus corpos musculosos:
"Olha só o que temos aqui", disse um deles.
Aquele era o momento crítico de sua missão, e ele estava sem sua arma. Mas tivera muito trabalho para chegar até ali e não podia se render sem luta. Percebendo que ele se colocava em guarda, o homem à sua esquerda abriu os braços:
"Calma, ninguém precisa se machucar aqui".Foi esse homem que ele atingiu de raspão com um soco, enquanto o outro o agarrava e ambos rolavam pelo chão. Ele esperneou, chutou e até mordeu um dos homens, mas acabou subjugado numa gravata tão apertada que o fez perder os sentidos.
Quando acordou, ele se sentia atordoado, com a boca pastosa. No interrogatório, do qual lembrava apenas detalhes imprecisos, tinham usado drogas para fazê-lo falar. Mas ele estava. certo de que não revelara nada, fora treinado para resistir até ao soro da verdade.
A mulher que entrou no quarto nesse momento era jovem e bonita e sorriu para ele de um jeito amistoso.
"Está tudo bem com você?”
A voz soava macia, os gestos, calmos. O inimigo mudava de tática e agora tentava seduzi-lo. Ele se levantou da cama e cambaleou até a janela.
"Você vai acabar se machucando de verdade", a mulher disse.
E apontou a pilha de livros sobre o criado-mudo. Livros baratos, de papel ordinário.
“Seria melhor você parar de ler essas, porcarias, estão piorando a sua cabeça.”
Por entre as grades da janela, ele viu o pátio cercado por muros altos. E ficou em dúvida por um instante. Só um instante. Ela ainda falou que aquelas tentativas de fuga atrapalhavam o tratamento. Mas ele sabia que o inimigo tentava confundi-lo. Queriam que ele ficasse em dúvida sobre quem era e o que estava fazendo ali.

Lobão - QUEM SERÁ QUE PEIDA

Ó, quem será que peidar / que tire o cú da reta e não demore / com a mão amarela, se inocente / que sem prova concreta não dá pra pegar / e todos os trambiques irão te salvar / com todos os auxílios da presidência / e todo benefício da leniência / e todos os decretos que te aliviam / pois quem não tem vergonha quando chafurdar / nem sente desespero por coisa alguma / e que não tem decoro, pois nunca terá / porque que não tem castigo.

Ó quem peidar quem peidar / que apague a luz dos aeroportos / pra debaixo do tapete todos os mortos / e vem gente me pedindo : relaxa e goza / colhendo os impostos para a mesada / na eterna incompetência do governante / mostrando com orgulho a falcatrua / na dança do larápio que ganha a rua / enquanto que a gente a se perguntar / aonde é que a gente então vai parar / e se não tem remédio, por que implorar / a quem não dá ouvido

Ó quem peidar quem peidar / desfaça o flagrante dos mensaleiros / e faça um desagravo pros brasileiros / é só um feriado que a gente esquece / se benza duas vezes com a mão na massa / com cara de enlevo ninguém vai notar / triplique o dinheiro pra olimpiada / com a cara de tacho que te consagra / no próximo vexame ninguém vai notar / não há merecimento nem nunca haverá / por que ninguem exige nem exigirá / vossa cabeça a prêmio.


Ouça e baixe a música: http://www.myspace.com/lobaouniversoparalelo

Blog flagra Renan assediando os parlamentares

Retirado do Blog: http://marcelotas.blog.uol.com.br/arch2007-09-01_2007-09-15.html

Poesia - Renan Calheiros

Encalhaste em meu pensamento,
Tal tristeza aguda que não sai nem a pancada,
E me provoca feito coice de jumento,
Querendo que eu durma com o som da sua martelada,

Apague a luz quando sair da sala,
Apague o pavio enquanto é tempo,
Pois fala mais quem depressa se cala,
E cresce mais quem dosa bem o fermento,

Calhou de eu não ser poeta,
Também não sou cantador,
Nem é preciso ser profeta,

Pra saber como tudo terminou,
O Brasil é um país que segue a seta,
Que a direção dos ventos indicou.


Douglas Alves

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Novela - O protetor

Capítulo II


A praça estava repleta de gente e ali se encontravam também vários de seus amigos. De longe ele avistou Rodrigo, um velho amigo de infância.
_E aí brother, beleza?
_Beleza cara, quanto tempo que não te vejo Rodrigo. O que andas fazendo?
_Estou ralando muito, quase não tenho tempo de sair e... Ei? Você ta mim escutando? Ta procurando alguém?
_Ô meu amigo, mim desculpe. É porque estou procurando uma que vi lá dentro da igreja e...
_Vamos embora Rodrigo. Estou com uma dor de cabeça tremenda.
_Calma meu amor, só mais um minuto. Deixe te apresentar o meu amigo.
_Tudo bem, mas ande logo com isto que estou passando muito mal.
_Carlinhos esta é minha namorada Renata. Renata este é meu amigo Carlinhos.
_Muito prazer Carlinhos. – Disse Renata.
_O prazer é todo meu. – Respondeu Carlinhos.
_Pronto Rodrigo, agora vamos embora, antes que esta dor mim mate.
_Carlinhos, então tchau, até a próxima.
_Falou Rodrigo, espero ver logo.
Após as despedidas, Rodrigo e Renata foram se embora e o mundo de Carlinhos mais uma vez se desmoronou. Pois Renata era a garota que ele estava procurando.Como se não bastasse ter se apaixonado pela namorada de seu melhor amigo, quando chegou em casa sua mãe foi logo soltando os cachorros em cima dele:
_Isto é hora de você chegar em casa seu imprestável? Onde você estava?
_Mãe, falando a verdade, eu estava na praça. Fui pra lá após a missa e acabei...
_Com ordem de quem você foi pra praça?
_De ninguém mamãe. É porque eu...
_Meu filho, você um dia ainda vai me matar de preocupação...
_E a senhora um dia ainda vai me matar de raiva. Larga de me encher o saco, eu não sou mais criança, nem num domingo a senhora mim deixa em paz...
_Vai pro seu quarto. Vai ficar de castigo pra você parar de me responder. E num tem mais não. Cale a boca antes que eu te quebre a boca.
E no meio de um pranto de lágrimas ele respondeu:
_Tudo bem mãe, eu vou pro meu quarto, mas, preste atenção numa coisa, um dia a senhora vai se arrepender de tudo isto que a senhora me faz. A senhora, só quer saber de rezar e rezar e vive com uma amargura gigantesca no peito. O que adianta isto? O que adiante rezar ir à missa, confessar e fingir que faz as boas obras aos olhos do povo?
E dando-lhe uma bofetada, sua mãe insistiu que ele fosse para o quarto. Carlinhos muito triste, rancoroso foi-se para o quarto. Pôs-se a pensar e a chorar ao mesmo tempo:
= Deus, ô meu Deeeeeeus. Porque está acontecendo isto comigo? O que te fiz de errado? Sou tão pecador assim? Olha Deus minha família me odeia, hoje já tive uma discussão com minha mãe. Já não tenho mais vontade de viver. Pois além de discutir com minha mãe, meu Vasco perdeu o título para o Flamengo e ainda de quebra me apaixonei pela namorada de meu melhor amigo. Já não suporto mais tanta aflição no meu coração. Quando é que as coisas vão começar a dar certo pra mim? Mim responde Deus. Não fique aí calado. Cadê você poderoso Deus. Mostre o teu poder se é que realmente você tem.E neste momento um poderoso estrondo pode ser ouvido e um feixe de luz se abriu em direção a Carlinhos.


*Continua...


O Protetor: escrita por Dener Rafael

Fonte: http://www.meganesia.com/novelas/protetor1/index2.htm