sábado, 19 de janeiro de 2008
Querido Mundo - Gero Camilo
Postado por
Anônimo
às
11:27
0
comentários
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
A moça metida!
A moça metida e de nariz empinado... Vive a se meter onde não lhe é de direito.
Invade tudo que é pensamento meu desavisado, tira o peso da palavra defeito.
A moça que parece se fingir de não linda, tenta inutilmente esconder o evidente.
E ao ser assaltada pela verdade ao qual recorro, sorri e disfarça habilmente.
É que ela é metida a saber disfarçar, e disfarça bem o que é notório, só não disfarça o encanto que ela inaugura em mim, fazendo do meu prazer um sentido não provisório.
A moça metida meteu-se a “reesignificar” sentidos e palavras... e Hoje vive onde já não ouso tirar, habita-me como quem é dona do lugar, finca-se como quem quer tomar impulso pra voar.
A moça metida tem um sorriso capaz de desfazer conceitos, derruba com graça o que é prévio no ser humano.
E ao fazê-lo causa-me um desengano, profano em não pensar em ser.
E se sou, não passo de um cigano, esperando a moça metida para a mão ler.
A moça metida mete medo em homem barbado, com a graça de um jeito que me faz duvidar.
Se for mesmo possível alguém se parecer, com o que sonho, idealizo, mas sem chance de materializar.
É que ela se mete, e metida uma vez, passa a fazer parte do lugar, e mesmo buscando nos confim da memória, não acho uma lembrança vaga, que denuncie que ela nunca esteve lá.
Postado por
Anônimo
às
20:45
0
comentários
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
4 Naipes de um baralho
Vestido com roupas que não me cabem, venho aqui dizer palavras que não minhas.
E espero por na mente dos crédulos de plantão um pouco mais de incerteza.
E ao duvidar até mesmo do que eu próprio digo saberei que sou eu o absurdo traduzido em membros que não meus.
Afinal, sou eu aquele que amanhã será outro.
Obs: Série com três destextos que falam um pouquinho de 4 pessoas maravilhosas que entraram na minha vida: Paty, Lívia, Sandra e Gláucia... resta saber qual é a parte que toca cada uma.
Postado por
Anônimo
às
15:31
0
comentários
Aquela que está
Bate com força alguém na porta das petições.
E cada pancada aflita mostra a certeza perene de que tem sim alguém lá...
Quem bate estando do lado de fora não podia estar tomado por tal certeza, mas a insistência reta de cada pancada parece evidenciar exatamente o contrário.
Minutos passam e o barulho antes estranho ao ouvido recente e desacostumado parece soar familiar, foi-se com o costume mais uma vez a raiva que devia nos invadir e fazer-se senhora de nossos atos.
Horas após o começo das infindas e descompassadas pancadas o barulho cessa, e o que devia passar desapercebido, parece mais estranho ao meu ouvido do que a série de batidas na madeira maciça.
Meu olhar “interpelador” se perdeu na reconstrução de uma moça que ali estava a bater, e nesse mergulho nas cores que ornavam minha vista ao suave som tirado de fagotes e bandolins vi o que pretendia lá.
A moça que lá está, se fez presente e real tal qual a margarina que passo no pão matinalmente.
Ela não adentrou porta nenhuma que não a da minha percepção.
Essa ela derrubou a pancada.
Invadiu e agora e está.
Aquela que está, existe com real estranheza a bater nas portas. Bate pra acordar, pedir passagem, pedir vigília.
Não bate para que se abram as portas, mas sim para que as mesmas não se fechem mais.
Postado por
Anônimo
às
15:28
0
comentários
Aquela que veio
Ela virá
E quando chegar aqui, onde as folhas já não dançam, com seu clarim envenenado vai entoar notas musicais não só audíveis, mas também visíveis.
Ela virá.
E quando chegar, saberá exatamente o que falta e o que não.
Saberá que pra ser feliz, não bastam casas no deserto do campo, nem tão pouco livros e discos empoeirados.
Ela virá.
E ao vir, trará contigo uma infinidade de infinitos, um emaranhado de caminhos que darão a lugar nenhum.
E com seus atalhos, mostrará ao meu mundo que é meu, que não existem estradas que carreguem, nem tão tem pouco existem pernas que me levem, só há asas, e um céu congestionado e esburacado.
Ela virá.
E eu saberei quando raiar o dia, e no lugar do sol, existir apenas sua luz tácita e suficiente.
Ela virá.
Pra brindar a todos com sua generosidade desprovida de intenções.
Ela virá, e no meio de outras pessoas será a mais querida, entre as mais queridas, e fará isso sem saber ao certo como, fará isso mesmo sem ter a intenção de fazer.
Ela virá, pra ser aquela que espero, mas será aquela de quem nada espero.
Ela virá, e me pedindo um pouco de luz, evidenciara o sol que há em mim.
Ela veio.
Postado por
Anônimo
às
15:26
0
comentários
Aquela que espera
Ela espera todos os dias diante do jardim sem flores, o botão que almeja virar rosa.
Ela espera com a vista além, e com a certeza dúbia de um sol por nascer, de que não pode haver pra sempre desertos sem flores.
Ela rega com real dedicação a terra preta e desprovida de entendimento.
E a terra recebe a água vida, sem saber que poderia ela fazer do dia da moça que espera um verdadeiro carrossel.
A moça que espera, deposita cada semente comprada na floricultura que vende filhos crescidos, com todo amor e afeto.
E as sementes não vingam, nem tão pouco fazem menção de vida.
Seguem reclusas no ventre da terra recebendo os carinhos distantes da esperança apática do por vir.
Ela planta, e não colhe, ela rega, e não vê crescer.
Ela espera, e não senta.
Nem todos os muzaks do mundo sabem o quão grande é a espera da moça que espera.
E ela espera, entre a paciência e o prazer, conhecer um mundo inteiro pela tela da TV, espera sair de casa com os pés fincados no sofá.
A Moça que espera fica ali com sua morosidade passiva e alegre proveniente dessa espera que faz com que eu me pergunte:
O que eu procuro?
Postado por
Anônimo
às
15:25
1 comentários
Aquela que é...
É...
Nasceu para ser, e desde então cumpre com sua sina, é a vida inteira.
Desde pequena já lidava com o ser, nem precisou gastar tempo pensando no que poderia vir a ser quando crescer, pois já era.
Embora com um futuro aparentemente conhecido, a menina que é não esmorecia diante da exatidão programada de seu futuro, mesmo porque sabiamente tinha para consigo que só se é sendo, e para ser é sempre preciso ir, estar e fazer.
Foi onde quis, sem se importar com nada, apenas esteve e fez o que devia fazer, como quem aceita que abrir os olhos é a única saída para ver o sol nascer.
E assim foi.
E hoje ela ocupa um lugar de destaque.
Hoje ela é.
E não a ser que ouse contestar tal mérito por ela alcançado.
Ela é onde quer que vá, e vai continuar sendo, e não há quem ao olhar pra ela, deixe passar desapercebido.
Aquela que é, acorda o meu dia, com minha ânsia de dedos e letras.
Ela adoça meu café, põe poesia no meu instante de riso só de ser o que é.
E eu, que pouco sei sobre o que sou, me sinto feliz por ao menos saber o que sou ao lado da menina que é.
Sou feliz!
Postado por
Anônimo
às
13:30
1 comentários
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Contrariando Cecília
Postado por
Anônimo
às
17:14
0
comentários
Literatura em vídeo
Um vídeo lindo que não podia deixar de colocar aqui!
Aluzcinação
Postado por
Anônimo
às
17:09
0
comentários
Literatura para colecionador
Postado por
Anônimo
às
17:01
0
comentários
Duas malas de saudades
Pesam dentro da mala na qual me fiz.
Pesam ao tentar colocar sobre o monte de camisas de Álvaro Campos, seu sorriso largo, seu gemido mudo, seu orgasmo que é meu.
Meu não no sentido de tê-lo eu suscitado em você, mas sim na brevidade do gozo não ejaculado que seu olhar hedonista me traz a pele.
Pesa dentro de mim isso, e aquilo que foge a minha explicação.
Pesa, toma forma, saudade, amor, raiva, desejo, tudo se materializa em mim, ocupando mais espaço que a refeição que fiz na noite passada.
Você me ocupa, toma espaço dentro dessa mala mal arruma que sou, e quando vai, na pressa das mãos que vestem a roupa, na pressa das mãos de quem escreve tchau, na pressa das mãos de quem solta um beijo que nunca chega, você acaba deixando um buraco entre as camisas e os poemas de Pessoa.
Você pesa em mim, como pesa os olhos na noite de vigília, como pesa a voz de quem vai dizer que ama, como pesa o não-espada que crava no meu peito nu quando fica muda.
O que sinto me pesa, me lesa o juízo, tira do que sou o sumo fundamental pra invenção da pólvora.
O amor pesa em mim, como pesa o pavio que você deixou aceso em meu paiol, como pesa o copo de conhaque que me faz leve, como pesa a gilete que corta minha carne frouxa antes da leveza da dor.
E eu me fiz mala, mal arrumada, as vésperas de uma viagem que nunca chega, a espera das mãos que vão me guiar por aí...
Com tudo que vi, com tudo que toquei, com tudo que fui.
Sem arrependimentos vagos, sem lembranças que eu não possa reviver.
Me fiz mala sim, de uma viagem que começa em mim e só tem fim em você.
Douglas Alves
Postado por
Anônimo
às
16:59
0
comentários
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Daniel Balaban, presidente do FNDE, na CBL
CBL Informa - 29/11/2007
Postado por
Anônimo
às
21:34
0
comentários
2008 será o Ano Nacional Machado de Assis
Na última quarta-feira, 28 de novembro, foi firmado um termo de cooperação entre o Ministério da Cultura (MinC) e a Academia Brasileira de Letras (ABL) para desenvolverem ações conjuntas para o Ano Nacional Machado de Assis - destinado a celebrar o centenário de morte do autor.
O acordo prevê um prazo de 30 dias para que o Minc e a ABL possam montar uma agenda de comemorações para o próximo ano. Na cerimônia da última quarta, em Brasília, foi adiantada a pretensão da Academia de lançar uma edição popular da obra machadiana. Além disso, várias outras iniciativas estão sendo planejadas para divulgar a riqueza literária da obra de Machado, o primeiro presidente da ABL.
Nessa esteira, podemos esperar seminários, exposições e conferências sobre seu legado; além da publicação de edições comemorativas e coletâneas sobre a vida e obra do "bruxo".
Maiores informações no site do Minc.
Postado por
Anônimo
às
21:26
0
comentários
Literatura na telinha (do computador)
(Fonte: CBL Informa - 28/11/2007)
O vasto conteúdo do portal Cronópios ganhou mais um suporte - o televisivo. A TV Cronópios, recentemente inaugurada, disponibiliza vídeos on line aos fãs de literatura. O material consiste em entrevistas com autores em eventos, coberturas de lançamentos de títulos e reportagens com escritores em seus diversos habitats.
A dinamização possibilitada pelo canal de vídeos on line casa com a proposta do portal de mapear e incentivar a literatura contemporânea brasileira. Utilizando a tecnologia Flash Vídeo (a mesma utilizada pelo YouTube), a TV Cronópios estreou com o programa Bitniks, gravado na FNAC Paulista. O primeiro programa teve como convidado o escritor Marcelino Freire - três programas já estão no ar, e outros três, em fase de produção.
Aos interessados: http://www.cronopios.com.br/tvcronopios/
Postado por
Anônimo
às
21:23
0
comentários
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Dois guardanapos de bar
Um dia veio uma menina e “desinventou” a palavra agora, como se já não houvesse momento presente no que vivo. Meu instante único que deveria começar na palavra agora se finda antes do começo da palavra que sempre se atrasa.
Moça chata, de riso fácil e encantador, comeu todas as certezas que guardei para amanhã, sem certezas e com a cabeça “descontruída”, você me vem, e quando acredito não poder mais gostar de você, de outra forma mais rasgada e despreocupada, você “descomeça” o apreço que a tenho, reinventando outras formas de se sentir um querer totalmente involuntário.
Não sei se a cerveja permite que eu seja claro em minhas explanações, mas não ouso frear esse instinto breve, que busca no condimento único da lembrança do beijo da mulher sonhada, o único alimento pra minha fome infinda.
Você vem sempre, besta como só você sabe o ser, “desinaugurando” alegrias, só pra deixar tudo com a sua cara.
“Resignificando” coisas, inventando outras, criando um mix de alegria e sonho nos sertões do meu entender. Vem sempre como quem não quer nada, pra por virgula onde antes havia exclamação.
Vem sempre sem noção de espaço, me arranca um pedaço, e coloca no lugar uma vontade de não.
Tira de tudo o sentido que dei, me destrona, me faz “desrei” do castelo que construí com areia.
Coloca concreto na palavra saudade, tira o deserto da palavra miragem e faz do real uma utopia além sonho.
Muda a alegria do lugar onde ponho, “desamanhece” meus dias, invade meu sonho, dá fogos de artifício ao meu momento de paz.
Inventa palavra, onde antes só havia silencio, me faz feliz como dicionário nenhum faz.
Douglas Alves
Postado por
Anônimo
às
16:11
0
comentários
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Fique ligado!
O objetivo é possibilitar a estudantes, pesquisadores, professores e sociedade em geral o acesso a obras escritas por profissionais do ramo jornalístico, cada vez mais presentes no universo dos best-sellers. Durante cinco dias, autores de todo o País e alguns convidados internacionais discutirão, por meio de debates, palestras, seminários e workshops, a interface das carreiras de jornalista e escritor.
Mais informações no site: http://www.jornalistaescritor.org/
******
A quinta edição do programa Portfólio apresenta o trabalho fotográfico do paraense Alexandre Sequeira.
Os registros do fotógrafo estabelecem diálogo com o conto As Irmãs Passionistas, da escritora carioca Bruna Beber.
A curadoria é de Eder Chiodetto, para as fotos, e de Nelson de Oliveira, para o texto literário.
Portfólio Alexandre Sequeira
domingo 21 outubro a domingo 25 novembro
terça a sexta - 10h às 21h
sábado, domingo e feriado - 10h às 19h
itaú cultural - Avenida Paulista, 149 - são paulo - sp
Postado por
Anônimo
às
18:19
0
comentários